terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Travessa dos Prazeres

      Enquanto caminhava docemente pelas íngremes e estreitas ruas do centro histórico, Agnes apreciava atentamente cada detalhe ao seu redor. Adorava ver os novos rostos das pessoas que passavam por aquele caminho que ela fazia diariamente, e era interessante notar que a cada novo dia novas coisas se colocavam diante de seus olhos, como se nunca tivessem estado lá, mas eram tão velhas quanto o cenário.
      Por três vezes durante a semana, a menina palmilhava o percurso, por vielas e escadarias, ruas de paralelepípedos, algumas estreitas outras um pouco maiores, cercadas pelos casarões. Ia subindo pelo caminho até que aquela pequena rua se transformava num largo majestoso, com um chafariz no centro, era o mercado dos ambulantes, a melhor parte da viagem. Sentia os aromas sutis das ervas e flores nas bancas; das pessoas perfumadas ou não; a gritaria na competição pelo freguês e todo aquele emaranhado de sensações caoticamente absorvidas pelos seus cinco sentidos de apenas nove anos de existência. Morava na vizinhança, e sua mãe não via problema em deixá-la ir sozinha até o prédio da Companhia Municipal de Ballet, onde praticava a dança.
      Num destes dias, pelo canto dos olhos, Agnes reparou que alguma coisa em meio a todas aquelas cores se movimentava ao seu compasso, porém envolto nas sombras dos becos e vielas à sua direita. A sensação de ser protagonista de uma cena, criada nas retinas de outra pessoa, fez a menina inquietar-se. Com os olhos, e sutilmente com a cabeça – para não chamar atenção – vasculhava os arredores até onde sua visão alcançava, até que depois de alguns minutos pode encarar o seu observador, uma visão estranha.
      Esguio, com uma cartola marron escura que o fazia ficar ainda maior. Não via detalles de seu rosto, apenas um bigode fino e enrolado na ponta, como aquele do Dick Vigarista dos desenhos animados. Vestia um casaco que ia até os joelhos, azul escuro, quase violeta, com botões dourados e uma calça de um marron indefinível. Mas o que interessou a menina foram as dezenas de balões coloridos que o moço portava. Ele a chamou com os dedos e abriu um sorriso bastante convidativo.
      Agnes rumou em direção ao desconhecido, ignorando o que sua mãe sempre lhe dissera sobre esses tais desconhecidos. Foi se aproximando e pôde perceber um brilho, que mais parecia dois palitos de fósforo, nos olhos negros da figura. Eram, por incrível que pareça, encantadores.
       — Olá, linda garotinha! Aceita um balão bem bonito? – disse o moço.
       — Oi, moço, quero sim! Quero aquele amarelo! Como é seu nome, moço?
       — Ah sim, o amarelo! Voilá, aqui está, e leve mais esse lilás pra acompanhar.
      — Muito obrigada, mas... quem é você? Porque essa roupa diferente? Você não sente calor? Você não...
       — Ora, quantas perguntas, garotinha... uma por vez, por favor, senão fica impossível! – disse, gargalhando, o figura - Vou lhe dizer, primeiro, o meu nome.
      O sujeito se abaixou e cochichou seu nome ao ouvido da jovenzinha. Assim que terminou, o rosto infantil e cheio de vida se transformou numa expressão atônita, os olhos, antes curiosos, sequer se moviam. Os balões, soltaram-se de suas mãozinhas e flutuaram ao infinito do céu, especialmente azul naquele dia de primavera.
     — Agora é só me acompanhar, pequena Agnes. – Sentenciou sombriamente o sujeito.
      Segurou na mão da menina, virou-se para dentro da viela e pôs-se a andar, levando a garotinha junto. Alguns passos depois os dois desapareceram nas sombras, como se jamais tivessem existido. Daquele em diante a ausência de Agnes foi dolorosamente sentida e jamais curada.
      Fato interessante é que, depois do sobrenatural ocorrido, todos os anos, no mesmo dia e hora, pode se ouvir por alguns segundos, ecoando na Travessa dos Prazeres, os passos de uma cabra.

Amor Obscuro - Parte V (Final)

A paixão me consumira e ousei pagar qualquer preço.
Porém, aos demônios não se paga somente com o sangue, com a alma, com a carne. Aos demônios, paga-se com a maldição eterna. O que seria mais sublime que tê-la comigo? Um dia e uma noite de puro deleite. Um dia e uma noite como um príncipe. Entanto, o demônio me enganara. Não percebi o logro imediatamente. Descobri naquela noite quando, enquanto na casa de Ana pranteavam seu cadáver de princesa adormecida, recolhi-me ao universo dos sonhos ainda embargado em deleite.
Crendo que a alma de Ana estivesse na boneca adormeci em paz e sonhei. Estava em meu quarto, dormia, um sorriso repousava em meus lábios. Ela não era minha, era dele, somente dele.
Sorria nos meus sonhos, a consciência livre de qualquer pena, suspirando ainda pela posse, quando um vulto se aproximou do meu corpo desprotegido. Era ela, a minha Ana. Mais uma vez, como tantas vezes a literatura ensinara-me: a criatura voltava-se contra o criador! Pressenti a sombra sobre meu corpo, um frio gelou-me e despertei. Era tarde. Suas unhas cravaram-se em meu pescoço, e gritei. Os olhos vermelhos zombaram da angústia, zombaram da dor que ceifava-me a vida em um beijo gélido.
Morto! Estava morto!
Eis então, como minha consciência conheceu as sombras que chamam morte. Aqui, no escuro lento e pegajoso, onde somos todos prisioneiros, posso ouvi-lo gargalhando, enquanto Ana grita.
Posso vê-la ainda, a Outra, a minha perfeita criação. Os anos passam e sua beleza somente aumenta. Seduz e aprisiona. Assim, durante as noites, ceifa vidas e somos apenas peças em sua monstruosa coleção.
Não fora a Ana que o sangue derramado trouxera-me. Naquela noite insana, libertei o mais cruel dos demônios, dando-lhe a face angelical da mulher que ousei amar. Ana e eu morremos, o escuro renasceu.    
Por séculos a boneca que nasceu das minhas mãos hediondas percorreu e ainda percorre o mundo, ceifando vidas e fascinando pela sublime beleza. seus olhos carregam ainda o fascínio da dor de Ana. Aqui, nada valem meus lamentos, aprendi a calar-me. Ah, minha amada Ana, estamos juntos nestes corredores de dor, de sombras, mas não ouso chamá-la. No escuro não posso ser visto. No escuro, monstros iguais a mim não podem me encontrar. A covardia sufoca meus sentidos. No escuro, escuto seus murmúrios, lamentos, choro e a lembrança de sua face suaviza minha dor.
O demônio espreita-me e sei que meu castigo contempla a eternidade nestes corredores sombrios: vagar infinitamente nos labirintos de escuridão, a alma ferida por um amor obscuro.

Amor Obscuro - Parte IV

          Esgueirei-me, naquela noite, pelos caminhos umbrosos como o criminoso hediondo que me tornara e retornei ao meu lar. As sombras pesavam-me n’alma e trabalhei. Inspirados pelos mais devassos demônios da noite meus dedos moviam-se como nunca dantes. Que dizer daquela noite maldita? Do cenário noturno, cheiros aziagos invadiam minhas narinas quase tomando todo ar; podia sentir a minha volta bafejos de olhos insanos e demoníacos e ouvia, não pelos meios comuns, mas na frialdade na madrugada que gelava minha pele, lamentos de agonia que arrepiavam-me e deixaram minhas mãos ameaçadoramente trêmulas. Ainda assim, antes que o dia chegasse, a minha obra mais perfeita estava pronta e ainda que por pouco tempo, seria dolorido deixá-la partir.
Era o dia da entrega, a tarde findava quando conduzi pai e filha até a saleta com formalidade. Quando o pai perguntou-me se estaria pronta a pequena preciosidade, suavemente indiquei à Ana o vulto coberto por fina seda. Suas mãos ávidas desceram o tecido que cobria o objeto sobre a mesa e, com espanto e prazer, ambos deslumbraram-se: os cabelos eram como o mel, os olhos entre verdes e dourados destacavam a pele translúcida. Sim, minha preciosidade estava pronta. Eu mesmo estremecia ante a criação.
Agradeci e guardei o ouro que comprava a mais perfeita obra. Quando o olhar ressabiado de Ana disse-me adeus, apenas sorri em despedida.   Fez menção de dizer-me algo, mas desviei o olhar. Partiriam no dia seguinte para Paris, onde o Conde F. aguardava.
E quando a noite cobriu o dia, na mansão de Ana as criadas preparam-se para a viagem. Finalmente pude adormecer. Um sono inquieto no qual via-me em sonhos horrendos percorrendo os aposentos de Ana, que repousava docemente. Ousei aproximar-me. No leito, dir-se-ia um anjo adormecido. Mas um vulto me fez recuar, um arrepio de puro pavor tomou-me quando vi a boneca de olhos translúcidos mover-se vagamente em direção a minha amada. Seus passos curtos encaminharam-se até ela enquanto eu, covardemente, encolhia-me contra a parede. Era um sonho, mas senti seu olhar devassando-me a alma quando pegou o travesseiro e começou a sufocar a moça, cujos movimentos débeis foram insignificantes perante a força que a pequena boneca adquirira.  Risos mórbidos e sussurros malditos envolviam-me quando o travesseiro fora retirado. Minha amada ainda respirava. A pequena pérola juntou seus lábios, cópias perfeitas, aos lábios agora pálidos de Ana, sugando-lhe num beijo mortal, os resquícios de sua existência. Juro que chorei quando uma lágrima grossa de sangue deslizou na face da boneca.
Acordei no mesmo instante em meu quarto, com o corpo coberto por suores e esgotado por tremores. A febre tomava-me e, sentindo a boca seca, levantei e segui até a sala. A água desceu pela minha garganta ressequida. Um ruído assustou-me. Não pude ouvir o som do copo nem sentir a água tocando meu corpo quando ele se quebrou no solo.
Ali, no mesmo local onde antes estivera, Ana aguardava-me na sua forma mais perfeita. Somente os olhos apresentavam um brilho que antes nunca vislumbrara. Era finalmente minha. Para sempre! Na mais perfeita forma!
Na velha mansão, o dia amanhecera com choro e pranto, a menina morrera adormecida. Ninguém sentira falta da boneca. Minha obra prima retornara a mim com a mais preciosa essência, trazendo consigo a alma de minha Ana.
Eternamente minha!
Diáfana Ana.
Eternamente guardada como uma jóia, na mais perfeita forma de uma boneca!
O meu final feliz!
Entanto, o demônio me enganara...    

Amor Obscuro - Parte III

Assim foram aqueles agônicos meses até o escuro invadir a manhã e o nada persistir. Ana estava prometida, em breve despedir-se-ia. Quem dera, ah, a mim, um simples artesão, ser o dono de sua beleza e afeto.
Delatei meu amor por fim.
Ela riu quando declarei-me, um riso liquido, divertido, como quem espera há tempos por um gracejo mórbido. No seu riso cristalino disse-me que estava noiva, prometida ao conde F. e, em breve, seguiria para Paris e nunca mais eu a veria.
Ah, minha dor foi lancinante, jamais conhecera tal ímpeto , tal fúria.  Imagens do conde destroçado invadiram minha mente. A fera espreitando em meu olhar a assustou e apresentava as faces coradas enquanto tremia nos esboços que fazia de seu queixo delicado.  Desnecessário dizer que desde então já não dormia antevendo o dia da despedida. Eis, então, numa noite em que insone revirava-me na cama, selei meu destino. Torcendo-me em angústia e soluços, cercado por faces que esculpira tendo Ana como modelo, vislumbrei em sonho mórbido imagens do paraíso e do inferno preenchendo-me em dor e luxúria até acordar com meu próprio grito. Porém, a dor e a paixão que assombravam meus dias foram tão intensas que todo resquício de moral, de temor à Deus, deixaram-me e, prostrado, gritei que sim.
Não me recordo agora o caminho que escolhi para chegar ao cemitério, caminhei a esmo até encontrar uma das mais antigas sepulturas. Um demônio em vida, um demônio em morte. Aquele que ali morava fora famoso pela dor que causara aos seus até os últimos dias de sua existência. Eu bem soubera, era ainda menino quando o abade fizera-lhe o exorcismo, aprisionando o demônio. Ali eu teria minha vitória. As preces que por tantas noites eu derramara foram atendidas na figura daquele ser que visitara meus sonhos com promessas nefandas. A noite pesava e o ar abafadiço calava meus passos entre as tumbas, levando-me ao mais obscuro canto do cemitério. Parado em frente à sepultura maldita, senti um arrepio percorrendo minhas entranhas e me controlei para não fugir.
Sei que se horrorizariam pela eternidade com meus atos, entanto, aos que me escutam, afirmo que agi guiado somente pelo amor. Um luar outrora argênteo ocultava-se na noite umbrosa e gélida que envolvia meus ossos no frio mais insano. Como se despertasse de um longo sono, vi os lábios do menino no meu colo tremerem de frio, resolvi amarrá-lo com o lenço tecido pela própria mãe, que me fora entregue naquela mesma tarde. O láudano já mostrava os efeitos.
Cravei o punhal no pequeno corpo, derramei o sangue de um coração ainda puro no chão sagrado do cemitério, enquanto lágrimas deslizavam na minha pele. Uma gargalhada insana calou meus tímidos soluços. A faca cortou a pele macia, sem dificuldade, enquanto as árvores sibilavam e as nuvens escondiam os resquícios de um pálido luar. O riso horrendo também se fora, mas meus dentes permaneciam rígidos até a dor ser insuportável.
Um pacto de sangue, uma divida eterna.
Minha oferta fora aceita. O preço não me importava. Um rasgo de horror tomou-me quando as gotas ainda tépidas queimaram-me a pele. Senti que a desgraça tatuara-se em mim no toque do sangue daquele inocente. Desde então, a desgraça tem sido meu caminho.
Muitas famílias dispostas a cederem seus filhos por algumas moedas.
Muitos demônios a espreitar a insanidade mais profunda e obscura.
O peso do amor ferindo um coração sombrio.
Eu a vi, eu a desejei, eu a teria. Observei a terra sequiosa sorver o sangue infante. Sem recear, senti a lâmina dilacerando minha pele e, em seguida, meu sangue impuro derramou-se em poucas gotas sobre o solo ressequido com o qual eu sempre lutara e logo foi absorvido. As nuvens sumiram. Havia no céu uma aura rubra circundando o luar.
Estava feito.

Amor Obscuro - Parte II

Eis um caminho traçado sem surpresas ou grandes planos, uma existência opaca.  Entretanto, percebi que toda claridade fora até então ausente em minha existência e no olhar daquela menina estava a cura para minha alma. A verdadeira luz revelou-se naquele dia, o que restara nas lembranças fora a escuridão.
Havia em meus ouvidos estampidos, rudes tambores do meu pobre coração... de tal forma ensurdecedores que minhas vistas quedaram-se turvas e, por fim, foram seus olhos, olhos fixos em mim, olhos iluminados, olhos ternos, sedutores e convidativos que  trouxeram-me à luz.  Eu a vi! Eu a desejei! E eu a teria!
Diáfana Ana!
Através de seu sorriso lembrei-me do dia em que descobri a palavra diáfana, cuja sedutora pronúncia escapava dos lábios de tal forma que não pudera conceber imagem para corresponder a tão surpreendente sentido e, naqueles lábios, tomara corpo a palavra; tudo o que outrora foram letras concretizara-se na figura de Ana. Diáfana Ana!  Viera com o pai, em busca da boneca perfeita. Eu teria como inspiração a sua face, a pele que faria inveja a mais fina porcelana. Meus olhos beberiam na mais divina suavidade para criar minha obra prima.
Desde então, esperava com inquietação doentia pelas tardes em que ela viria até mim e, enfim, depois de alguns dias de longa espera, eu mergulhei meus olhos em sua face para compor a mais perfeita boneca. Diáfana Ana.
Os dias passavam-se lentos. A peça poderia estar pronta há muito tempo. Mas tal fora minha obsessão pelo prazer de sua presença, que moldava peças diversas e, com o passar dos dias, me via mais e mais cercado por pálidos rostos de Ana. Faces que pareciam me espreitar indiferentes em seus esconderijos pela casa. Através das madrugadas insones eu as desmanchava ou ocultava pelo prazer de recomeçar e, a cada vez que sentia nas mãos os contornos de seu rosto na massa suave, estremecia.

Amor Obscuro - Parte I

Das mais remotas sagas o amor traz consigo o peso fúnebre de guerras e vinganças, vitórias e derrotas. Por amor marcou-se o solo do mundo com oceanos de lágrimas. Por amor se morre, por amor se mata... por amor enlouquece o homem, insana torna-se a mulher. E desse mal eu fora ferido: era amor, entanto era muito mais desejo. Uma ânsia, uma angústia que corrói a alma e escurece o olhar de sombras tantas, só iluminadas perante o ser que amamos, amamos e muitas vezes amamos.
Amor! Desejo! Obsessão! Não o amor de Romeu por Julieta, porém a febre angustiada de Otelo, capaz de ceifar nas mãos amorosas a pérola amada por louco ciúme. Amor que aprisiona de tal modo que morrer, ah, morrer já não representa a liberdade, pois as sombras nefastas do além não conseguem abrandá-lo.
Entanto, vivendo uma existência sem surpresas até o instante que meus olhos desvendaram a face de Ana, eu não conhecera o amor. Aos 37 anos de idade, sabia o sentido da palavra exaltação somente dos livros... Assim, eu a vi! E tudo o que chamara de viver simplesmente perdeu o significado.
Debalde ser um artista, parecia-me um ogro. Talvez minha aparência rude a tenha assustado e, sim, rude eu sempre fora. As unhas quebradiças, as mãos cheias de cicatrizes das longas batalhas para dar vida aos meus pequenos seres. No entanto, fora esta rudeza cerceada pelas ilusões literárias.  Na pequena vila, na qual cresci, criado pelo abade, forjei minha personalidade entre os livros e a ferocidade da natureza. No cemitério, que se ocultava por trás da paróquia e ocasionalmente exercia a função de coveiro, em tardes modorrentas, descobri nas páginas amareladas os mais fascinantes universos da fantasia. Duas eram as paixões que seduziam meus sentidos: a força da terra a ser domada até que restasse apenas a maciez do solo onde a semente germinaria e os livros da velha biblioteca; páginas onde os universos tomavam de tal forma sentido que nada mais me faltava.
Quando aprendi meu oficio, deixei o amor pela terra e pelos livros para instantes raros. Tornei-me artesão, um bonequeiro. Destas mãos grosseiras surgiam belas bonecas: raras, feitas para crianças especiais, para jovens princesas. Aprendi com o abade a profissão, a arte da criação. Caso houve em que levei anos em uma mesma criação.  Destas, era difícil despedir-me. Nas peças feitas por encomenda, procurava ser mais rápido, entretanto cada boneca possuía sua essência própria, um tempo para nascer, tomar forma. Esta era minha vida, minha arte.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O ponto de parada... e o de partida!


Se olhares, algum dia, para trás;
Se lágrimas cessarem teu sorriso,
Na dor de ter perdido, e não ter mais,
Um grande amor, um sonho, um paraíso.

Tendo tua estrada terminada a um cais
E, nos teus pés, estiver preso o piso,
Olhe à tua frente, busque n'alma a paz,
Construa nova estrada, se preciso.

Mas nunca deixes que te vença a dor
Porque, na vida, grande é a construção;
Ladrilhos ficam só como lembrança.

Faz do teu pranto a chuva, o novo amor
E, do passado, impulso ao coração.
Ver-se-á, lá no horizonte, uma esperança...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ser Corajoso...


Ser corajoso é ser autêntico, continuando a ser como somos mesmo que isso não nos torne populares ou admirados pelos outros. Nesse mundo, podemos ser forçados a agir como os demais agem, vestir-nos da mesma forma, usar o mesmo vocabulário. Mas temos que ser como somos.

Tentar agir como todo mundo nos tornará infelizes porque, nessa tentativa de agradar a todo mundo, acabaremos por não conseguir agradar nem a nós mesmos. E tentar se comportar como os outros é igual a achar que nosso jeito de ser é errado, é ter vergonha de ser quem somos. Também é coragem admitir nosso ponto de vista, nossas ideias. Precisamos ter ideais e segui-los com convicção.

Coragem é levar adiante nossos sonhos e aspirações, ainda que todos os ventos soprem contra nós e pareça que tudo vai fracassar. Mas lembremos que ninguém vence facilmente. Muitos dos grandes escritores de sucesso foram rejeitados por várias editoras, pessoas que hoje consideramos estilosas foram ridicularizadas por não se vestirem como os outros. O segredo delas para vencerem foi que tiveram coragem de continuar seguindo no caminho que achavam certo, embora tudo conspirasse para que desistissem.

Desistir é fácil. Antes de nos acharmos derrotados e fracassados, lembremos que vitória não acontece de graça. Vem após muitas derrotas e toda vitória é o resultado de várias pequenas vitórias que se juntam para formar uma grande. No final, vencer é questão de atitude e convicção, não do destino. Sejamos como somos, levemos nossos sonhos adiante e acreditemos naquilo que nos move e anima.

Sentimentos...

Dizer que o que nos define é a nossa capacidade de pensar é uma meia verdade. O que nos torna realmente humanos não é apenas a racionalidade, mas também a capacidade de sentirmos. Ninguém pode ser totalmente racional e prático. Todos nós fazemos algo movidos por nossos sentimentos. 

Sentir faz com que tenhamos aspirações, sonhemos, esforcemo-nos, sejamos dedicados, tentemos ser pessoas melhores para os que nos cercam. Quando amamos o que fazemos, nós nos sentimos realizados. Quando fazemos algo sem gostar, isso se torna maçante e tedioso. Muitas pessoas que trabalham no que não gostam são infelizes. Elas podem ganhar muito, mas não se sentem realizadas. 

Eu mesmo sei que nunca serei milionário escrevendo, mas me sinto realizado e completo quando escrevo um poema, conto, ensaio ou algo mais. Pensar é muito importante, afinal, se não refletirmos, tomaremos decisões precipitadas, faremos julgamentos injustos, iremos pela cabeça da maioria em vez de seguir nossas convicções. 

Mas, se não tivermos sentimentos, seremos como robôs: sem paixão, sem nada para amar, sem entusiasmo e sem amor.

Vícios...


É incrível a força destruidora dos vícios. Milhões de pessoas morrem por causa de cigarro, bebida e drogas. Os vícios não apenas destroem o viciado, destroem aqueles que estão perto deles, como a família, amigos. Entre as drogas, vejamos o crack. Está se tornando um problema mundial de saúde, por desintegrar as famílias, transformar os viciados em farrapos ambulantes e destruir suas almas. 

As drogas estão representando um problema sério, não somente por seu poder letal, mas também por alimentar o crime. Seria correto descriminalizar as drogas para resolver o problema do tráfico, que leva tantos a mortes violentas? Não se sabe. O que se sabe é que tem-se que fazer logo alguma coisa para evitar que mais gente morra na flor da idade, mais familiares sofram, mais armas sejam vendidas, mais droga seja traficada. E as pessoas, mesmo com tanta notícia sobre os malefícios das drogas, resolvem experimentar. 

O que leva tanta gente a arriscar sua vida, saúde e bem-estar emocional com uma pedra de crack, um cigarro de maconha ou uma carreira de cocaína? Será que vale a pena arriscar tanto para ter um momento de prazer? Quando essa euforia acaba, o que nos resta? Nossos problemas continuam os mesmos, a vida está aí, com suas responsabilidades e exigências. Enfrentemos a vida, não tentemos fugir dela criando ilusões, tentando entrar em um mundo à parte. Viver não é apenas se divertir, é também encarar a realidade. Drogas podem nos fazer sonhar mas, quando acordarmos, a realidade parecerá mais dura do que o usual.

Gente Desagradável

Entre os tipos de gente mais desagradável, estão os que vivem se vitimizando, dizendo-se injustiçados e incompreendidos. Eles estão sempre reclamando que fazem tudo pelos outros, mas que ninguém reconhece o esforço deles.

Se reclamamos deles quando eles nos aborrecem, eles logo desfiam um verdadeiro rosário de lamentações, no qual falam que ninguém os entende, que tudo o que eles fazem é pelo bem dos demais, que são uns coitados, que não vivem suas vidas pois estão sempre se sacrificando e pensando nos outros. Estranho é que eles não veem o sacrifício de mais ninguém. É como se apenas eles sofressem, tivessem problemas, enfrentassem dificuldades e fossem injustiçados.

Pois é... Reclamam que não recebem justiça e não são justos. Viver ao lado deles é um calvário. Eles tentam nos submeter aos seus caprichos, fazer com que façamos as suas vontades. Se não quisermos fazer o que eles desejam, eles logo irão se lamentar que nunca nada é feito por eles, que tanto fazem pelas pessoas. Cuidado com gente assim.

Eles são verdadeiros mestres na chantagem emocional. Gostam de escravizar os outros, posar de mártires, dizer que são sensíveis mas, se alguém estiver com problemas, eles logo dizem que o sofrimento deles é maior que o de todo mundo. São tão egoístas que não se importam em azedar a vida dos familiares, amigos. Uma das consequências é que as pessoas vão se afastando. Claro. Quem tem obrigação de suportar alguém tão desagradável e chato? Mas eles não se corrigem. Dizem que os que se afastam é que são injustos. Não é estranho que todos estejam errados? Só ele tem razão, é o santo, o coitado?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor e Música


Cantadas as palavras todas são
Na mistura de sons do céu, do mar
Do amor que faz poesia ressaltar
As notas musicais do coração

Ao que viver já traz tanta emoção:
A harmonia de ser, o tom de estar
Da canção que se escreve em um olhar
Ao sonoro silêncio da paixão

Por isso, quando a música começa
Velozmente, se entrega ao seu alcance
A forma muda e cega de um romance

As vozes da razão ela atravessa
Não há distância, tempo ou dor que impeça
Nem alma de desejos que não dance...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Frase Do Dia...


"Procuramos a nossa felicidade em coisas materiais, mas que a felicidade não está na matéria, e sim nas coisas espirituais."

W. Somerset Maugham

Arrogantes...

Arrogante é tudo que eu não sou e tão pouco quero ser. Tem gente que tem orgulho de ser arrogante, soberbo, nariz em pé. Tem aqueles que se acham a última bolacha do pacote, criticam tudo e todos e só enxergam o erro dos outros (erro não sei, esse tipo de gente acha que sabe o que é certo e o que é errado), se sentem absolutamente capazes de julgar quem quer que seja apontando o dedo na cara da vítima sem dor nem piedade. E para piorar todo o diagnóstico dado, repetem diversas vezes, como um lema, a seguinte frase: “todos tem que me aceitar como sou, sou assim e pronto”.

Como que alguém em sã consciência quer ser aceito pelos outros se nem ao menos aceita as adversidades que o cerca? A arrogância está tão entranhada dentro de si que não enxerga mais nada além do seu próprio umbigo. Pessoas desse tipo acham que nunca erram, nunca são feias, nunca estão fora dos padrões estéticos, nunca são ignoradas, que são inteligentes e "são as mais mais do top 10".

Sustentam-se na ilusão de serem perfeitos. Mas... quando descobrem que não são, que erraram, que “pisaram fora da faixa” e que não possuem a vida perfeita que imaginavam: DESMORONAM. E vocês acham que eles aprendem com isso? Não! Eles pegam o primeiro idiota que estava ao seu lado, que dizia ser seu amigo e colocam toda a culpa na pobre criatura. "A culpa foi do outro, que me influenciou, que me fez errar, quem me fez não ser perfeito!" E sendo assim, após a sessão descarrego de culpas em outrem, seguem felizes com as suas vidinhas medíocres, “perfeitas” e cor de rosa.

Até claro, errarem de novo e encontrarem outro otário pela frente.

Fases da Vida Morte: A Morte

Casas caídas, becos tortos, sonhos meus,
Por toda a estrada, mortos, falam da desgraça
De quem tentou o amor - sem êxito - sem jaça,
Iluminando os céus, pensando que era Deus.

Por uma vida entregue, plena, aos braços teus,
Mais recebi tristeza e ódio do que graça.
Sem conseguir sorrir, enquanto o tempo passa,
Tento esquecer a dor ruim daquele adeus.

A insegurança fez ruir minha moral,
O dividido peito trouxe-me conflito
E teu olhar deixou-me pasmo, quieto, aflito.

Eu não pensava assim viver nosso final
Quando disseste: "Em nós será especial
O sentimento." Achei que fosse mais bonito...

Fases da Vida Morte: A Vida

És a poesia. És a mais linda poesia
Que declamei, que achei, que amei demais um dia;
A inspiração maior, riqueza do meu canto
E das palavras belas como "amor" o manto.

És o motivo - alegre e vivo - da alegria.
Por te almejar, somente, quem não viveria?
A se deixar sentir, dormir em teu encanto,
Não há ninguém capaz de não te amar, e tanto.

És o que sonha um homem quando busca alguém
Para sorrir ao lado, em toda a eternidade,
Para aprender prazeres, para ter saudade.

És a expressão mais forte e sã do querer bem.
À tua frente, nada sou. Eu sou ninguém.
Mas ninguém, nessa hora, chora de verdade.

Fases da Vida Morte: O Nascimento

Desde o primeiro toque, a vida não continha
A sensação que vinha, ali, lhe perturbar,
Incendiando as mãos, entrando pelo olhar,
Pelos nariz e ouvido e pela boca minha.

Igual à luz do sol que a alma, em quando, aninha,
Uma paixão eu tinha, dona do pesar,
Da solidão, no sonho posto em seu lugar
E da existência, enfim, de mim uma rainha.

Nascia intensa e cega, frágil e imatura
E, por isso, era pura, simples, verdadeira,
Como se fosse aquela única e primeira.

Fazia crer no amor, em seu poder de cura
De qualquer dor, porém, fazia ter loucura,
Se se provava ser apenas passageira.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Frases do Dia



"Quando achamos a matemática e a física teórica muito difíceis, voltamo-nos para o misticismo."

"Todo efeito inteligente tem em sua consequência também uma causa inteligente."
"A prova de que no futuro não existiram viagens no tempo,é que não estamos sendo visitados pelos viajantes do futuro."

"Eu não tenho nenhuma idéia (de qual seja o meu QI). Pessoas que se vangloriam dos seus QI são perdedores."

"Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança."

Stephen Hawking

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Resposta Desaforada


Se não estás pra versar bem preparado,
Não vomites inveja, fica quieto!
Não lança pela boca o teu dejeto,
Não perde a chance de ficar calado;

Sabes bem teu direito é limitado,
Pois ele acaba de modo concreto
Aonde o meu, num conversar correto,
Seu começo me faz sinalizado;

Este soneto tem direção certa,
Só esperava ver a porta aberta,
Para jogá-lo de encontro a fuça...

Minha resposta vai como encomenda,,
Só não posso evitar que alguém se ofenda
Se lhe couber também a carapuça...

sábado, 7 de janeiro de 2012

Um Grande Amor...


Um grande amor é aquele que faz você se sentir especial, mas no fundo não tão boa o suficiente para ele.

Um grande amor é aquele que você tem medo e a insegurança de o perder, pois você não se enxerga sem ele.

Um grande amor é aquele que te mata de saudades. Que faz você se sentir sufocada e presa a uma agonia terrível só pelo fato de não se verem a alguns instantes.

Um grande amor é aquele que te faz possessiva. Você não o quer dividir com ninguém. Isso porque, dividindo voce terá que abrir mão dos pequenos instantes que passa ao lado dele, afinal por mais tempo que fiquem juntos, nunca será o suficiente.

Um grande amor é aquele que voce sente raiva nos momentos de briga, mas essa raiva nunca predomina o amor. Basta você lembrar do sorriso da pessoa amada, que parece que involuntariamente você começa a sorrir.

Um grande amor é aquele que faz nossos olhos se encherem de água só de cogitar um adeus.

Um grande amor é aquele que sequestra nossos pensamentos.

Um grande amor é aquele pode não ser perfeito, mas aos nossos olhos ele nao apresenta nenhum defeito. Ele é lindo do seu próprio jeito e ninguém se compara a ele.

Um grande amor é aquele que se o machucam, você se sente ferida por tabela. O defende com toda a garra, pois ninguém no mundo parece ser mais importante.

Um grande amor é aquele que te faz ir contra sua familia, amigos, colegas ... Você enfrenta o inferno por ele, pois ele é o único que te faz chegar no céu.

Um grande amor é um coisa única que sentimos no coração. Uma mistura de aperto, sufoco, alegria, tristeza e forte pulsação.

Não sei quantos grandes amores podemos ter na vida.
Não sei se grandes amores podem ser substituídos.
Não sei se grandes amores são eternos somente enquanto duram.

Mas, a sensação que esse grande amor te faz sentir é única. E você sempre a guardará em seu coração, como uma ilusão ou não.

Bobeirice aguda...


E eu fico todo bobo, contente e ao mesmo tempo frustrado. É evidente o porquê. Ter sua atenção torna-me o mais contente dos bobos, ouvindo sua voz doce e observando sua espontaneidade. Isso é impagável!

E a frustração vem a partir daí. Tamanha felicidade não é compensada pelos pensamentos negativos que não poderei tê-la exclusivamente. Talvez seja pelo meu passado que me sentencia a esse castigo ou talvez pela insegurança adquirida através dos meus atos errados. É como se fosse o menino certo com as atitudes erradas.

Eu, me julgando o menino certo com a mais absoluta das certezas, vendo toda a felicidade tão próxima a mim, mas tão distante do alcance de minhas mãos. E eu que sempre fui tão certo das minhas decisões e tão confiante quanto aos meus objetivos me vejo perdido numa prepotência, dependente apenas do tempo e da sua presença! O tempo é o senhor da razão e o mestre da verdade. Ele nos traz a verdade à tona e arruma o desarrumado.

Até esse dia chegar, eu continuo tornando seu sorriso a minha droga, sendo ela o mais doce dos vícios e almejando o dia de amanhã, quando lhe direi o que guardo em meu coração e você finalmente, com os olhos brilhando, dirá que acredita! Enquanto isso eu espero...

Eu, escritor...



O que eu sinto ou o que quero sentir é muito maior que meus poemas, é quem sou. Não sou apenas palavras de amor e, infelizmente, nem sempre sou a minha verdade, sou alguém mais completo que as minhas palavras e mais complicado do que escrever. Poderia ser até melhor que a ideia que todos tem de mim, porque ninguém sabe o que sou além do que está escrito. A maioria, jamais parou para me escutar, olhar e entender o que está além das minhas linhas.

Lição da Morte


Àquele cuja morte bate à porta,
Vítima de doença, ou de acidente,
Manter-se vivo é luta tão freqüente
Que, o futuro, seu ente não comporta.

Por um momento, estando quase morta,
Tal pessoa há de ver, na dor que sente,
Que a vida é relevante no presente,
E estar contente, a cada instante, importa.

Se escapar, tal lição deve aprender,
Transformando seu lar num paraíso.
Curado, já não vai faltar sorriso.

Vai dar valor ao fado e perceber
Que o maior machucado é não viver...
(Como se sentir dor fosse preciso)

Beijo e Abraço

Beijar-te é como andar de braço dado
Co'a alegria, numa estrada bela;
Abraçar-te é deixar ir, do outro lado,
O amor que, então, me guia dentro dela.

Amar-te é não levar, é ser levado,
Pela alegria, pelo amor, por ela,
A estrada que eu seguia, carregado
Na magia que tal paixão revela.

Parada, junto a mim, num só momento,
Tentarei disfarçar meu embaraço
Provocado por tanto sentimento.

No afã de controlar as leis do espaço,
Ser um só corpo, só um elemento,
Na mistura de um beijo e de um abraço.

Algumas frases para se pensar...


A alma resiste muito mais facilmente às mais vivas dores do que à tristeza prolongada.

O castigo da ocasião malograda é o não tornar a encontrar-se mais.
Amo-me a mim próprio demasiado para poder odiar seja o que for.

Sempre notei que as pessoas falsas são sóbrias, e a grande moderação à mesa geralmente anuncia costumes dissimulados e almas duplas.

Odeio mais as máximas ruins do que as más ações.

Há um pequeno número de homens e mulheres que pensam por todos os outros, e para o qual todos os outros falam e agem.

A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.

Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos.

Jean Jacques Rousseau

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Esperteza Feminina...

Quando Daniel descobriu que herdaria uma fortuna quando seu pai doente morresse, decidiu que precisava de uma mulher para virar sua grande companheira.
Assim, em uma noite ele foi para um bar onde viu a mulher mais bonita que já tinha visto. Sua beleza natural tirava seu fôlego.
“Eu posso parecer um cara comum”, disse enquanto se aproximava da musa, “mas em cerca de um mês ou dois, meu pai vai morrer, e eu herdarei 20 milhões de dólares.”
Impressionada, a mulher foi para a casa com ele naquela noite e, três dias depois, se tornou sua madrasta.

Mulheres são bem mais espertas do que os homens.

Tiro pela Culatra

Se havia algo que deixava o delegado Carlos Henrique consternado, era choro de mulher. Ainda mais quando ela tinha 30 anos, era bonita e sensual:
- Mas o que foi que aconteceu, meu anjo? Conta pra mim.
Maristela – era esse o nome da vítima – fez beicinho:
- Ele me bateu.
Dr. Carlos Henrique trincou os dentes:
- Ele, quem?
- O Jorjão.
Sentiu o peito arfar:
- E quem é esse Jorjão?
- É…bem, como eu posso dizer? Ah, deixa pra lá, doutor. Acho melhor não registrar nada.
Dr. Carlos Henrique pousou a mão naquele ombro macio, carnudo:
- Posso lhe dizer uma coisa?
Maristela ficou em silêncio.
O delegado insistiu:
- Com toda a experiência?
Ela balançou a cabeça, afirmativamente:
- Pode.
- Se você não denunciar esse patife, ele vai te bater de novo.
Abriu o olho roxo:
- O senhor acha ?
- Tenho certeza, meu doce – alisou o hematoma: – Aliás, vou expedir uma guia para o Instituto Médico-Legal fazer o exame de corpo de delito. Está horrível…
Apesar dos pesares, ela sorriu:
- O senhor ainda não viu nada.
- Ele fez pior ainda?
Maristela pôs a mão na coxa:
- Me deu um chute aqui…
- Ficou a marca ?
- Uma mancha enorme.
- Entre aqui no meu gabinete, que eu quero ver.
- Então, feche a porta, doutor.
Dr. Carlos Henrique deu três voltas com a chave e mais quatro com o ferrolho. Tapou o buraco da fechadura com uma fita adesiva:
- Assim está bom?
- Ótimo. Agora, ligue o ar e prepare uma bebida para nós dois.
- Vinho ?
Maristela mordeu o lábio ferido e exigiu:
- Se tiver uísque, eu prefiro.
- Tenho sempre um litro guardado para essas emergências, meu anjo. Puro ou com gelo?
- Puro.
O delegado serviu duas doses.
Maristela pegou a sua e bebeu tudo em apenas três goles. Estalou os beiços:
- Vou tirar a roupa.
- Mostra tudo, meu doce. Quero ver todos os hematomas.
- Apaga aquela luz ali. Deixa só a do corredor…
Dr. Carlos Henrique estava arrepiado:
- Isto aqui tá parecendo estúdio da Playboy… Tira tudo, meu anjo, tira.
- Tô tirando… Pronto…
O delegado, nervoso:
- Preciso acender. Quero ver de perto para poder descrever nos autos… Epa!
- O que foi, doutor?
- Você é homem, cara!
- É com isso que o Jorjão não se conforma.

Quando a gente vê que o tempo está passando...



Quando eu era garoto, minha mãe me mandava ao supermercado e, com apenas 2 Reais, eu voltava com 3 kgs de batatas, 1 filão de pão, 2 litros de leite, 1/2 kg de queijo, 1 caixa de chá, 1 dúzia de ovos e 2 litros de óleo.
Hoje em dia não dá mais para fazer isso!
Encheram a porcaria do supermercado de câmeras…

Auto-Estima é Tudo!!!


Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse:
- Que petulância te chamarem de flor! Sua pele é áspera e rude, enquanto a minha é lisa e sedosa. Seu cheiro é desagradável e repulsivo, enquanto o meu perfume é sensual e envolvente… Seu corpo é grosseiro e feio, enquanto o meu é delicado e elegante. Eu, sim, sou uma flor!
E a couve-flor respondeu:
- Acorda querida! De que adianta ser tão linda, se ninguém te come? Hã?

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

Diário de Uma Virgem...

Quinta-feira:
Querido diário, hoje eu e meu namorado estávamos no parquinho. Começamos a nos beijar e nos acariciar e de repente, ele me fez uma proposta indecente.
Então, saí correndo e percebi que minhas pernas são minhas melhores amigas.
 
Sexta-feira:
Querido diário, hoje eu e meu namorado fomos ao cinema. Começamos a nos beijar e nos acariciar e de repente, ele me fez uma proposta indecente.
Então, saí correndo e percebi que minhas pernas são REALMENTE minhas melhores amigas.


Sábado:
Querido diário, hoje meu namorado me convidou pra ir no apartamento dele. Ele colocou uma música, bebemos umas taças de vinho, dançamos e começamos a nos beijar e nos acariciar e de repente, ele me fez uma proposta indecente.
Então, descobri que até as melhores amigas UM DIA SE SEPARAM…

Assim é a vida!

ACABOOOU!

Pois é... Não tenho muito o costume de postar sobre minha vida particular, mas essa história daí merece! Férias, enfim férias! Acredito que não haja nada melhor do que você fazer por onde, correr atrás, se esforçar e no final dar tudo da maneira que vc havia planejado e como queria.
Fazendo uma pequena retrospectiva desse ano, tudo foram flores. No início, pensei que não haveria muita coisa a fazer, seria um ano como qualquer outro, mas não foi. Mudanças aconteceram, fatos inesperados ocorreram, coisas que pensei q aconteceriam não aconteceram, mas o que importa é q deu tudo certo.
Espero apenas que esse ano não traga todos os problema que foram esquecidos na virada e, se tiver algo que tenha que vir, que venha paz, amor em nossos corações e acima de tudo a felicidade. Aristóteles em seu livro "Ética a Nicômaco" afirmava que o fim de todo homem era a felicidade, e assim espero que seja... Mas enquanto não encontramos a tal verdadeira felicidades, que sejamos felizes da maneira que pudermos!

Um grande abraço a todos os meus leitores e um aviso a todos: EU ESTOU DE VOLTA!

Pesquisar este blog

Você vai marcar a primeira opção?