domingo, 20 de março de 2011

Toc Toc Toc Toc...

O Borges não a tinha visto nunca senão à janela da casa paterna: só lhe conhecia o busto, e não era preciso mais nada para encantá-lo, porque na verdade ela possuía o palmo da cara mais simpático e ao mesmo tempo mais lindo que era possível imaginar.

Chamava-se Idalina, e era filha natural de um vidraceiro estabelecido na loja do prédio em que ambos moravam. Não iam a parte alguma.

Havia uma circunstância, uma só, que contrariava o Borges; a mãe da pequena tinha sido mulher da vida alegre; dera em público toda a espécie de escândalos, e fora, afinal, assassinada, durante uma pândega, por um dos seus inúmeros e sucessivos amantes. É verdade que Idalina desde a mais tenra idade fora subtraída ao contato dessa mulher, e nunca mais a viu: mas o Borges preferia, naturalmente, que ela fosse filha de outra mãe; entretanto, não se lhe dava de ligar o seu destino ao dela, tão forte era a simpatia que a moça lhe inspirava.

A filha do vidraceiro parecia não ser indiferente ao afeto que se formara no coração de Borges; todas as vezes que ele passava, pela manhã ou à tarde, caminho da repartição ou caminho de casa, ela correspondia ao seu cumprimento respeitoso com um sorriso afável, que não era o sorriso de uma janeleira vulgar, e tinha alguma coisa de triste e de reservado.

Estava o Borges impressionado ao último ponto, quando um feliz acaso lhe revelou que o Ventura, um dos seus melhores amigos, conhecia intimamente o pai e a filha. Ele, o Borges não sabia outra coisa senão a lamentável particularidade do nascimento de Idalina; soubera-o por casualidade, no bonde, ouvindo a conversa de dois passageiros que a viram à janela e a conheciam.

O Ventura, quando o amigo pediu as desejadas informações, desfez-se em calorosos elogios.
- É a criatura mais doce, mais bondosa que o céu cobre! É uma santa; uma verdadeira santa; mas, meu amigo... sim, infelizmente há um mas...
O Borges adivinhou que o amigo se referia à mãe de Idalina, e atalhou:
- Sei o que é, mas não importa... Coitada! Que culpa tem ela dessa desgraça?
- Nenhuma culpa tem, mas dificilmente encontrará marido. Se fosse rica, não digo nada; há homens que por dinheiro fecham os olhos a tudo, mas o Lemos, o pai, não tem por onde se lhe pegue...
- Pois fica sabendo que não se me dava de ser seu marido.
- Tu?... Apesar de...?
- Apesar de tudo!
- Mas olha que não poderias levar tua mulher a parte alguma!
- Por quê?
- Seria ridículo!
- Deixá-lo ser! Ela é boa, é digna, é honesta, não é?
- Ah! Por esse lado, não conheço outra que mais o seja!
- Neste caso, exijo de ti um grande serviço: rogo-te que vás ter com o pai e que a peças em meu nome.
- Alto lá! Essas coisas não se fazem assim! Deves primeiramente consultá-la, e só depois de autorizado por ela, pedi-la ao pai, mas tu, pessoalmente, e não eu. O mais que posso fazer é apresentar-te ao velho.
- Pois está dito!

No mesmo dia o Borges encontrou meios e modos de fazer com que um bilhete seu chegasse às mãos de Idalina:

"Minha senhora", dizia esse bilhete, "eu chamo-me Laurindo Borges, sou de família honrada, tenho perto de trinta anos, exerço um emprego público, não tenho ligações nem compromissos de espécie alguma, e ganho o necessário para constituir família. Julgo que não lhe sou de todo indiferente; portanto, rogo-lhe a necessária autorização para pedi-la em casamento a seu pai. O obstáculo que de alguma forma se poderia opor a nossa união desaparece diante do amor profundo e da sincera estima que a senhora me inspirou."
A resposta não se fez esperar:

"Uma vez que o sr. fecha os olhos a um obstáculo que parecia condenar-me ao celibato, e uma vez que, não sendo ingrata, retribuo largamente os sentimentos que despertei no seu coração, autorizo-o a pedir a minha mão a papai. Venha domingo, ao meio-dia: ele estará em casa, e prevenido por mim."
À vista desse bilhete, o Borges poderia apresentar-se sozinho, mas foi ter com o Ventura e pediu-lhe que o acompanhasse.
No domingo aprazado, ao meio-dia em ponto, entravam ambos na sala do Lemos, que os recebeu de braços abertos.
- Aqui tem - disse-lhe o Ventura - o meu amigo Laurindo Borges, que lhe vem fazer um pedido muito sério, e cá estou eu para aboná-lo.
- Queiram sentar-se - disse o velho; e, depois de sentados os três, continuou: - Já sei do que se trata. Minha filha, que não tem segredos para mim, mostrou-me o bilhete do sr. Borges e o que dirigiu em reposta. Mas fiquei surpreso, surpreso e ao mesmo tempo jubiloso, quando vi que o senhor não considera um obstáculo a...
- Não! - interrompeu o Borges. - E peço-lhe, sr. Lemos, que não me fale mais nisso. Dona Idalina possui qualidades morais que tudo compensam.
- Então o amigo fecha os olhos àquele defeito?
- Já lhe disse que sim.
- Bom; nesse caso, vou chamá-la.
E erguendo a voz:
- Idalina?
- Papai? - respondeu lá de dentro uma voz argentina e sonora que soou aos ouvidos de Borges como um hino de amor.
- Vem cá, minha filha!
Não se ouviram passos, mas um toc, toc, toc, toc, que intrigou seriamente o namorado, e quando Idalina, radiante de beleza, entrou na sala, ele verificou, à primeira vista, que a moça tinha uma perna de pau!
Foi tal o espanto do pobre rapaz, que todos adivinharam logo que ele ignorava aquela ausência de perna. Idalina caiu sentada numa cadeira, cobrindo o rosto com as mãos, debulhada em pranto.
- Pois o senhor não disse que conhecia o obstáculo? - perguntou o vidraceiro.
- Eu referia-me à mãe de D.Idalina...
- Ora, meu caro, isso jamais seria um obstáculo, porque ela é o contrário do que foi aquela infeliz mulher; é uma pérola, que saiu do lodo, como todas as pérolas.
Mas o Borges estava dominado pela beleza de Idalina, e as lágrimas da moça acabaram de subjugá-lo. Ele ergueu-se e, num generoso ímpeto de amor, correu para ela, ajoelhou-se aos seus pés - quero dizer: ao seu pé - tomou-lhe as mãos ambas, e beijou-as dizendo:
- Que me importa que tenhas uma perna de pau, se tens um coração de ouro?
- Ora, ainda bem! - exclamou o velho. - Case-se, e creia que leva uma mulher completa, apesar de lhe faltar uma perna!

Casaram-se e foram muito felizes. O pai tinha razão.
O Borges, para consolar-se do aleijão da esposa, muitas vezes dizia aos seus botões:
- Idalina talvez não fosse tão boa, tão carinhosa, tão submissa, tão fiel, se tivesse ambas as pernas...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Perdidamente... ahh, você sabe!


Se meu coração fosse um rio
O leito seria o teu corpo sedutor
A nascente o brilho do teu olhor
E a foz a plenitude do meu amor por você!

Cada vez que eu penso nos seus lábios
Sinto que a minha vida se derrama nos nossos beijos
E que a luz do meu viver nada mais é do que
O respirar do seu corpo fascinante e sedutor

O teu cheiro é a alfazema do paraíso
Que tanto me embriaga e me faz andar nas nuvens!
Teus olhos tão pequenos e brilhantes são espinhos
Que penetram na minha alma e no meu coração provocando-lhe um sangrar
invisível, um sangrar tão intenso e amoroso que nunca tem fim!

Teu sorriso nada mais é do que a aurora boreal
Que maravilha! É somente ela que
Me joga pra fora da realidade
Me atirando na dimensão do amor eterno!

O amor que tenho pela minha Nicole
Consegue superar a força de um furacão
Mesmo sendo tão complacente e profundo
Quanto um abraço materno!
Esse amor é mais intenso do que a minha própria vida!
E morreria por ele! E morreria feliz como nunca ninguém morreu!

O clarão do relâmpago não é mais intenso do que o que eu sinto nos seus braços!
O som do trovão não descreve o barulho do bater do meu coração quando
está do seu lado!!
Eu amo você mais do que o próprio amor!

Quando apareces pra mim vens enviada por Deus
Como um anjo celestial mostra-me a luz da felicidade
E guia-me até o Nirvana através do labirinto do amor
Que nada mais é do que a deliciosa sensação do teu beijo

Não sinto fome, sede, cansaço, muito menos dor do teu lado
Só consigo sentir o pulsar agitado do meu pobre coração,
O amor correndo nas minhas veias
E o lacrimejar de emoção da minha alma enamorada.

E se sou impedido de tocar na seda pura de sua macia pele
Penso na morte como a melhor solução
Porque a minha vida só existe no calor dos braços teus
E no alvorecer dos lábios da minha Nicole!

Destruiria a felicidade minha pra ver estampado o sol do teu sorriso
Acabaria com a minha vida por um pedido seu
Viveria na mais absoluta miséria do teu lado
Sendo o mais afortunado dos mortais e imortais...

No sangue meu escorre apenas o perfumar do teu cheiro
E como a escuridão do anoitecer se sente a minha alma
Quando obrigada a ver seu outro pedaço se ir
Há de chegar o tempo em que viveremos só de amor!
E nesse tempo não viverei mais do meu corpo físico
E sim do forte clarão de amor do meu íntimo.

A sua voz se harmoniza com o canto celestial
Enchendo-me de paz, tranqüilidade e de todo amor do universo
Nicole é a maior das deusas, a mais poderosa,
A mais linda, a mais perfeita e a mais amada do mundo!!

Nicole, a poesia não é mais do que o retrato da alma do poeta.
E nesse retrato só cabe você dentro!
Eu te amo e quero viver para sempre contigo
nem que isso eu abdique da  minha própria vida!

É só...

terça-feira, 8 de março de 2011

Flor de Rosa


O amor
Que de ti dimana,
Diva celeste,
Amante esposa,
Me faz cantar
Em coro a serenata
neste deserto plano
Ou mesmo
No vale sombroso
Quando vem de ti
A voz tão encantada.

Folha de rosa,
Ò flor de amantes!
Bela e Formosa,
Em ti há sempre encanto
Folha de rosa!
Adoro ver teu retorno
Aonde foste sorriso e flor...
E a pensar em nosso
Sacro amor,
Sempre sinto e guardo
Uma pena de paixão,
Por ver-te em delírio
Ao ouvires
A minha canção.

Dedicado a mulher da minha vida:
N.M. Gomes

Mulheres, mulheres e mais mulheres!


Já tive mulheres
De todas as cores
De várias idades
De muitos amores
 
Com umas até
Certo tempo fiquei
Prá outras apenas
Um pouco me dei...

Já tive mulheres
Do tipo atrevida
Do tipo acanhada
Do tipo vivida
 
Casada carente
Solteira feliz
Já tive donzela
E até meretriz...

Mulheres cabeça
E desequilibradas
Mulheres confusas
De guerra e de paz
 
Mas nenhuma delas
Me fez tão feliz
Como você me faz...

Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na saudade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim...

Você é
O sol da minha vida
A minha vontade
Você não é mentira
Você é verdade
É tudo o que um dia
Eu sonhei prá mim...


"Mulheres" - Martinho da Vila

segunda-feira, 7 de março de 2011

Restart ganha muito e não faz nada!


(Será que eles nunca sairão do armário?)

Todos aqueles que já ouviram no rock brasileiro, grandes nomes como Raul Seixas, Legião Urbana, RPM, Paralamas do Sucesso e Calypso, hoje em dia, tem que aturar os retardados de seus filhos ouvindo uma coisa bizarra chamada banda Restart.
Restart é mais uma bandinha de infanto-gay-emoestilo Fresno, NX Zero, Cine, onde tem uma moçoila metida a cantar que põe bastante viadagem EMOção em suas músicas de letras infanto-afeminadas tão adocicadas e meladas que mataria qualquer diabético em um raio de 1km.
Seus integrantes se vestem como os sertanejos, com as calças esmagando os culhões e entrando cu adentro. A diferença básica é que sertanejo tenta (a muito custo) mostrar que é macho, enquanto o Restart não está nem aí pra isso, pois assumem abertamente sua preferência homosexual, com a ajuda de suas calças coloridas(a famosa calça tomara-que-foda), sua famosa formação de palco (Bichinhas unidas, jamais serão vencidas) e penteados esquisitos que lhes emprestam aparência de papagaios multicoloridos e afrescalhados.
Outro detalhe no mínimo gay é o fato de sentirem um tesão enorme em fazer poses ridículas para as fotos de divulgação. Suas poses preferidas são ficar de quatro fazer caretas de atrizes pornô, um puxando o pau cabelo do outro, jogar beijinhos, entre outras. Queriam até tirar uma foto onde todos estariam só de sutiã e sentados, aos pares, um no colo do outro, mas os fotógrafos acharam que a cota de viadagem já havia sido atingida e vetaram essa ideia. A banda é formada por dois casaizinhos 4 integrantes: Pedrolete n°1, Pedrolete n°2(4), Toba Koba e Tomasturbandoumnegão


 ("Restart é uma puta falta de sacanagem!")

Tudo começa quando Pedrolete n° 2 chama seus amigos para dormir na casa dele para fazer uma suruba gay jogar seu Nintendo Wii. Então começaram a jogar Rock BandaTheme Pônei. Com esse jogo, tomaram o gosto pela música e acreditaram que cantar e compor era tão fácil quanto jogar o referido joguinho de merda. Depois de ganharem algum dinheiro fácil, seguindo dicas valiosas de pessoas entendidas no assunto, compraram sua primeira guitarra de Guitar Hero. Com o crescimento da demanda de seus serviços anais, conseguiram comprar o restante dos instrumentos e mais tarde, formar uma banda. Toba Koba então chama Pedrolete n° 2 para começarem a fazer sons emos e fazer os outros chorarem com suas letras sem noção e coloridas como os botões da guitarra do Guitar Hero. A origem do nome da banda gera uma gama de expeculações, mas a mais aceita é que, por serem tão ruins em tudo que não envolvesse Rock Band e sexo anal, sempre davam chiliques histéricos para obterem segundas chances de fazer as coisas de novo. O nome ficou na versão em ingles, pois, assim como a Lucianta Gimenez , eles pensam em inglês.
Depois de seus apenas primeiros 3 shows, começaram a experimentar o mesmo fracasso que os acompanhavam desde sempre, já que ninguém, que saiba usar seu próprio cérebro, os conhecia. 

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