domingo, 31 de janeiro de 2010

(Des)Ordem


o desorganizado
será organizado
desorganizando
a organização
desorganizada

sábado, 30 de janeiro de 2010

Dez coisas que não se deve fazer no banco de carona!

Efeito das drogas enquanto você dirige!

Cartas Sem Destino

Uma certa tarde chuvosa. Era uma tarde chuvosa como outra qualquer.
Dava para sentir o asfalto ainda molhado, evaporando e levando para o ar aquele vapor quente e úmido. O sol refletia nas poças d´água, e tudo se visualizava mais do que realmente era. As flores ao redor do hospital estavam com gotas que pesavam em suas pétalas, e as faziam balançar para cima e para baixo. Parecia que tudo se desvendava sem que vozes fossem ecoadas daquele quarto.

E então o silêncio daquela tarde chuvosa penetrou e ecoou uma triste canção de ninar. Era tudo tão preciso, aconteceu e assim deveria estar: Tudo estava conforme o que tinha que acontecer; haveria de ser respeitado. A noite anterior silenciou a todos e preparou-nos, pois Deus nos céus chorara inconsolado com sua decisão: Aquele corpo frágil não aguentava mais tanta dor e precisava repousar nos braços de seu criador. Então o dia que amanheceu molhado era um dia coberto de lágrimas e tristeza. Não pensem que Ele quis estender mais do que deveria, mas tudo que renasce do chão, um dia retorna a este.

Então, tudo foi como devia ter sido, talvez um pouco duro demais para aqueles que sentiram o pesar dentro de seus corações, mas a conformação era um sentimento que jamais se restabeleceria, apenas a saudade ficaria. Então, foi assim que uma porta e abriu, para outra fechar, e diante de seu frágil corpinho de criança, uma das mais doces que eu já conheci, senão dizer, A MAIS DOCE, eu contive meu choro, limpei minhas mãos como sempre fazia para pegar nos seus pézinhos quentinhos, e fiz um último gesto de carinho e despedida.

E foi assim, que ao me calar, dei lugar á dor dos mais próximos e sofri calado, ao ver um anjinho partir. Espero que ela esteja em um lugar melhor, sei que sempre estamos acompanhados daqueles que partem, por que talvez nunca partam de fato. Mas o fato é que tudo retorna para nós, ela agora faz parte de cada pedacinho do mundo e está dentro de nós, bem como em tudo o que é bonito. Espero um dia, quando for minha hora, poder abraçá-la, e dizer que sempre estive feliz quando ela sorria para mim, ainda desde pequena. Sempre vou me lembrar daquelas mãozinhas magrinhas e de pele novinha, que me chamavam já meio sem jeito para um abraço, mas agora não lamento, a única felicidade em relação á ele é saber que a dor se foi, e agora ele encontra-se em paz. Resta ao resto de nós, mortais, um dia encontrar a nossa.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Última Espera

 

Não demore a chegar, meu amor. Sinto tanto medo agora, hoje acordei chorando, coisas estranhas estão acontecendo por aqui, tenho um embrulho para te entregar. Acordei chorando, com a boca costurada, estava sozinho ouvindo uma balada – é como eles chamam – tão triste a tal balada, tão bonita e tão triste e eu nem me lembro o que ela dizia, mas tinha o veludo do sentimento agressivo que se acomoda nas veias endurecidas.

Acho que todos merecemos uma daquelas paisagens de filme de bang-bang, todos merecemos um cafuné de vez em quando, uma saliva inesperada. Ah minha vida, portanto não demore! Estão todos de partida, ficarei aqui: te espero. Gostaria de sentir um peso forte de esmagar o peito agora, sentir faltar a respiração, num segundo você entra pela porta, estou de braços abertos, roxo sem ar, você apenas sorri – você tem esse poder de apenas sorrir – você simplesmente sorri para mim e, veja bem: eu não esperava nada, não havia nada combinado, não estávamos escritos nas estrelas, seria uma surpresa a cada vez e, imagine, sem esperar por nada ganharíamos tudo, a satisfação plena do desejo sem pecado.

Não posso suportar tanto mais, a música já vai acabando e eu nem mesmo comecei. Agora venha já, sentimento profundo de cabelos curtos como o das revistas de comportamento, venha de muito longe gesticulando sem discrição, venha como um missionário sem pátria, e leve-me para longe dessa terra que se encolhe sobre si mesma, que se ajoelha diante de um inimigo morto. Se deus ama apenas os que não pensam, façamos a vontade de deus por um minuto e entre por aquela porta, na minha direção mais uma vez. Pode ser com sotaque paulista, pode ser sem precaução, pode ser com risco de germinar uma surpresa inconstante, pode ser num banheiro minúsculo, faremos dele um lugar onde caber. Mas por que tanto atraso, por que ainda te espero?

Bem devia era cortar os pulsos e descer para comprar flores. Creio que foi muito fundo dessa vez, me sinto tonto, as coisas ganham beleza repentina, não sei se tem volta. Talvez seja só cansaço, cansaço da espera. Vou dormir um pouco, há música outra vez, quem sabe assim você não chega mais rápido, sem que eu perceba. As cobertas vermelhas, da cor do meu amor.

Eu apóio esta campanha: Faça um casal feliz. Doe um apartamento.


Você é rico e não sabe o que fazer com o seu dinheiro? Herdou um apartamento mas já tem o seu próprio? Tem um apartamento sobressalente para qualquer eventualidade (não me pergunte que tipo de eventualidade necessita de um apartamento sobressalente)? Invadiu um apartamento improdutivo e estão querendo te despejar?
Neste último caso, se vira, meu filho, que você não nasceu quadrado. Mas nos anteriores, ou em qualquer outro em que você tenha um apartamentozinho sobrando, chegou seu dia de sorte!
Entre em contato e doe seu apartamento novo ou usado para a nossa campanha. 
Seja feliz fazendo um casal feliz!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Cheiro da Saudade



Era verão. A estação de Trem de Willingdon estava lotada. Todos voltavam para casa. Já eram seis da tarde. O sol estava se pondo. No fundo de toda aquela gente, via-se apenas um ponto avermelhado brilhando. Ele estava inquieto. As orelhas, em pé. E sua cauda balançava, rapidamente, no ritmo de sua ansiedade. O pêlo parecia queimar sob a luz do sol. Ele parecia um pouco cansado. Porém, isso não era motivo para desmotivá-lo.

Já era hábito. Todos os dias, a mistura de pastor alemão com vira-lata deixava o que estava fazendo e ia até a estação. Lá, sempre por volta daquele mesmo horário, recebia seu dono, que voltava do trabalho. Era um pobre comerciante, que adorava a companhia de seu fiel cão. Gostava tanto, que nenhum abraço, carinho, mordida ou petisco era capaz de mostrar o quão eram amigos.
À medida que as horas passavam, o movimento e o número de pessoas na estação de trem ia diminuindo. O pobre cão não via seu dono. O que o cão não sabia era que, sadio e forte, o pobre rapaz fora convidado a entrar no exército, para lutar por sua nação, alguns dias antes.

Quando em combate, o rapaz fez de tudo. Infelizmente, o pior acontecera. Todos os amigos e familiares estavam tristes. Inconsoláveis. Menos o cão. Ele estava lá, firme e forte. E acima de tudo, alegre. Incansável.
Mas será realmente que o pior acontecera? Seu olfato, muito apurado, percebera que essa história poderia ter um final diferente! E não só isso: ele sabia que seu dono estava por perto! Ele o procurava em todas as partes. Revistou toda a estação. Nenhum sinal dele.

Ele não desiste. No dia seguinte, volta à estação para recebê-lo - ou pelo menos para procurá-lo. Desta vez, tem certeza de que está por perto - é certeza, mesmo! Ele sente o seu cheiro. Está chegando perto. Cada vez mais próximo...
Chegou. Ele o encontrara. O pobre moço estava muito sujo. Aparentava ter vindo de uma guerra. O cão já estava no auge de sua felicidade quando... quando... Ao olhar em seus olhos, o cão não via o mesmo brilho que via em de seu dono. O cão não reconhecia aquela pessoa. Era um ser totalmente diferente: seus cabelos eram crespos, sua pele, escura. Definitivamente, aquele não era seu dono. O que ele não sabia era que a viúva do tal rapaz havia doado suas roupas - justamente para aquele mendigo.
Talvez seja assim que ele leve o resto da vida: se hoje não encontrar seu dono, amanhã ele estará de volta. A esperança de um dia voltar a abraçar o seu maior amigo vai ser, provavelmente, a última a morrer.

(Ludgero Baptista - 2008)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Nem quente, nem frio!



Por que todo ambiente fechado que reúne homens e mulheres gera disputa pelo controle do termostato do ar condicionado? É sempre a mesma coisa. Mulheres friorentas reclamam que o ar está muito forte, mesmo que esteja uma savana africana lá fora. Homens, quase sempre forçados a usar terno, como eu, ou nos desintegramos em suor ou somos grosseiros com as damas.

O calor no Rio está inegável, ainda assim, uma funcionária daqui insiste em manter o ar acima dos 25ºC (acho que está no 27ºC neste momento) porque está "gripada". Acho que vou lá explicar para ela que 25ºC é a sensação de morno, nem quente, nem frio. Acima disso é quente. Abaixo disso é frio. Considerando o forno que está lá fora, é de bom tom manter o ar sempre abaixo dos 25ºC, de preferência no 22ºC. Quem está com frio que se cubra. E eu que estou com calor? Ao contrário do que muita gente fantasia, eu não vou ficar pelado.

Feriado de São Sebastião


Hoje é dia de paulista achar que é aniversário do Rio de Janeiro.
Lembro-me de DIDI MOCÓ SONRISEPE COLETEROL NOVALGINA MUFUMBO cantando, nos velhos tempos de OS TRAPALHÕES: "Rio de Janeiro, terra de São Sebastião, em cada canto um canteiro, em cada esquina um ladrão."

Um bom feriado para todos os cariocas!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Eu voltei e agora é para ficar!"



Pois é!
Eu sei que vocês estavam com saudades! Eu também não via a hora de voltar a escrever!
Estou de volta! Iniciado o ano, acabadas as férias!

E eu, cheio de redações para postar! A partir de amanhã, este blog voltará a ter os mais variados textos sobre os mais variados assuntos...

E relembro: vocês também podem participar - até porque quem faz o blog são os leitores! É isso mesmo, mande a sua sugestão para informaleilegivel@yahoo.com.br

Um abração a todos e até amanhã!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cirque Du Soleil, lá vou eu!



Pois é!
Comecei o ano bem! E muito bem! Durante essa semana fiquei sabendo que fui o primeiro colocado da minha turma no colégio em que estudo. Olha a marra! Mas tive que fazer o comentário, até porque esse ano foi de pura ralação!
E se ralei muito e fiz bonito, não vejo mal nenhum em dizer: FUI O PRIMEIRO!

E como presentinho do próprio colégio, recebi junto com os outros 10 primeiros colocados de cada turma o convite para assistir a apresentação no próximo dia 08, do grande Cirque du Soleil!

Sem dúvida estarei lá para me divertir um pouco. Até porque  já nesse mês começo a ralar de novo para fazer bonito mais uma vez!

Um abração a todos!

Pesquisar este blog

Você vai marcar a primeira opção?